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sábado, 7 de maio de 2011

Parque Três Meninas - Samambaia - DF





Parque Três Meninas - Samambaia - DF

O Parque Três Meninas foi construído 4 anos depois da fundação de Samambaia. Um bom exemplo de ocupação para uma antiga chácara (década de 60), cujo construtor, construiu no fundo do terreno, três mini casas de bonecas, para suas três filhas.
A área se tornou propriedade do DF na década de 80, e passou a ser utilizada como ponto de distribuição de lotes para a ocupação de Samambaia.
Em 1989, foi criada a Região Administrativa, e a chácara abrigou o projeto Casa da Cultura, que possuía uma Escola Classe, biblioteca. Em seguida o local foi sede de um posto de saúde, com tratamentos alternativos e medicamento fitoterápicos, e também abrigou um assentamento.
Em 2003 a biblioteca do Parque, e a única de Samambaia, pegou fogo, e o local foi deixado de lado de vez.
Visitei o lugar, que aliás é bem seguro, com vigilantes que tomam conta do local, e senti de perto o abandono do local, que contrasta com o seu potencial turístico-visual. O lugar é poético, em seus azulejos solitários, num terreno que descamba para um vale no cerrado brasileiro. Vale a pena conferir.






































































































































































































































Fonte: Sérgio Monroe
Fotos: Sérgio Monroe












segunda-feira, 2 de maio de 2011

Proteção ao cerrado aumenta no Distrito Federal

 Levantamento mostra que, de 2008 a 2009, o índice de destruição do bioma ficou em 0,02%, atrás apenas de São Paulo no ranking dos que mais preservam

Roberta Machado
Publicação: 01/05/2011 08:38 Atualização:

O Distrito Federal é uma das unidades da Federação que mais preserva o Cerrado. O diagnóstico foi feito por relatório do Ministério do Meio Ambiente e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O monitoramento por satélite do cerrado feito entre 2008 e 2009, mas divulgado agora, mostra que, neste período, o DF destruiu 0,02% da área original da vegetação, 18 vezes menos que o percentual nacional. Ainda assim, quase metade do bioma do país já foi desmatada.

Na lista dos que menos desmatam o cerrado, o DF está em segundo lugar, atrás apenas de São Paulo, que perdeu 0,01% do vegetação original do estado. Quando é considerada a área total desmatada, o DF fica empatado em segundo lugar com o Paraná, e perde para Rondônia, que desmatou somente 0,8 quilômetros quadrados de sua parcela do bioma.

No cenário nacional, a taxa anual de desmatamento do cerrado caiu de 0,7 % para 0,37%. A desaceleração da destruição, porém, deve apenas adiar a conquista de um recorde nada desejável: um milhão de quilômetros quadrados perdidos para a urbanização, a extração de madeira e a agricultura. Se esse ritmo se mantiver, a marca deve ser alcançada antes do fim de 2014. Há dois anos, o desmatamento ultrapassou a marca de 983 mil quilômetros quadrados de cerrado desmatados, o equivalente a 48,22% do total.

Devastação menor, segundo o Ibama, também se deve ao fato de o desmatamento já ter atingido seu limite (Carlos Vieira/CB/D.A Press - 6/11/08
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Devastação menor, segundo o Ibama, também se deve ao fato de o desmatamento já ter atingido seu limite
Para alguns especialistas, os números que traduzem a situação do 2º maior bioma sul-americano são motivo de preocupação. “É uma questão proporcional. O DF está completamente dentro do cerrado. Mesmo que 0,02% pareça um número irrisório, representa um uso de solo bem grande, principalmente porque o DF não é um setor agrícola”, pondera Artur Paiva, coordenador de serviços ambientais da ONG Conservation International. De acordo com o engenheiro florestal, o grande responsável pela atual destruição do cerrado brasiliense é a urbanização. Sem a introdução de novas políticas de controle habitacional, a tendência é de que o índice se mantenha, destruindo o pouco que resta da vegetação.

“Hoje, os corredores verdes sofrem especulação imobiliária muito grande. Águas Claras é um sinal forte disso, porque várias nascentes foram aterradas para a construção desse que hoje é o maior canteiro de obras da América. O Setor Noroeste era uma área de mais de 300 hectares de cerrado nativo, ao lado do Parque Nacional”, exemplifica. Somente Águas Claras consumiu mais de 400 hectares de vegetação para suprir o mercado imobiliário do Plano Piloto, e quase um quarto da população de Brasília mora em mais de 500 condomínios que nas últimas três décadas tomaram o lugar de áreas verdes do DF.

Em queda
Para o Ministério da Agricultura, porém, a preservação ambiental da savana brasileira tem demonstrado resultados animadores. “É uma boa notícia, pois a taxa de desmatamento caiu quase que pela metade. Assumimos um compromisso de redução de pelo menos 40% do desmatamento do Cerrado e estamos nessa direção”, garante Bráulio Dias, diretor da Secretaria de Biodiversidade e Florestas do Ibama. Parte da responsabilidade da queda é de unidades da Federação como o DF, que perdeu apenas 1,7 quilômetro quadrado de sua mata nativa no biênio 2008-2009. A conservação brasiliense compensou casos como o do Maranhão, que destruiu 2.338 quilômetros quadrados no mesmo período.

Essa grande diferença pode ser atribuída, além da grande discrepância de território entre os dois estados, à vantagem da presença de grandes áreas protegidas dentro e próximo ao Distrito Federal. “No DF, quase tudo o que se podia desmatar já foi desmatado. O que sobra são áreas protegidas, e o DF tem uma quantidade dessas áreas muito maior que os outros estados”, explica Dias. De acordo com dados do Instituto Brasília Ambiental (Ibram-DF), atualmente o DF conta com 68 parques que somam 8.862 hectares, o equivalente a 88,6 quilômetros quadrados de área preservada.

Faixa de proteção
As APPs são áreas protegidas por lei, com a função de preservar os recursos hídricos, a paisagem, a estabilidade geológica e a biodiversidade. Elas são encontradas ao longo de cursos d’água em faixas com no mínimo 30 metros, ao redor de nascentes, em áreas de encosta, em topo de morros, montanhas ou serras, na borda de tabuleiros ou chapadas em faixas horizontais de no mínimo 100 metros.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Ação popular julgada procedente

terça-feira, 26 de abril de 2011


  MATÉRIA EM DOIS GRANDES JORNAIS - JUSTIÇA FEDERAL CONDENA O MUNICÍPIO DE SENADOR POMPEU A PROMOVER E PROTEGER O PATRIMÔNIO HISTÓRICO ONDE EXISTIU UM CAMPO DE CONCENTRAÇÃO NA SECA DE 32! VITÓRIA DA MEMÓRIA E DA CIDADANIA


Casarão Principal - Utilzado para distribuir mantimentos para os milhares de flagelados

Vitória da Cidadania. Município de Senador Pompeu é condenado a preservar o sítio histórico onde existiu o Campo de Concentração na Seca de 32. Matéria publicada nos principais jornais. Jornal O Povo, matéria do jornalista Thiago Mendes, bastando clicar no seguinte link:

http://www.opovo.com.br/app/opovo/ceara/2011/04/26/noticiacearajornal,2152811/pedida-preservacao-de-campo-de-concentracao.shtml

Já o Diário do Nordeste, deu muito destaque a vitória da cidadania, colocando a matéria entre as manchetes principais e capa do caderno regional, numa esplêndida matéria do jornalista Alex Pimentel, acessível em

http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=970569

No último dia 19 de abril de 2011, no Diário Oficial de Justiça, foi publicada a sentença pela Justiça Federal, condenando o Município de Senador Pompeu a agir, DECLARANDO ILEGAL SUA OMISSÃO quanto a proteger o Patrimônio Histórico de Senador Pompeu, Ceará, onde na Seca de 1932 existiu um Campo de Concentração. Eis o dispositivo da Sentença:

DIÁRIO DA JUSTIÇA FEDERAL
Nº. 069 DE 19/04/2011

15ª VARA FEDERAL
SUBSEÇÃO JUDICIÁRIA DE LIMOEIRO DO NORTE
JUIZ TITULAR: Dr. FRANCISCO LUIS RIOS ALVES
JUIZ SUBSTITUTO: Dr. LAURO HENRIQUE LOBO BANDEIRA
DIRETOR: JAMES MAXWELL COSTA FREIRE
SETOR DE PUBLICAÇÃO: FABIANA NOGUEIRA NUNES SARAIVA
Nro. Boletim 2011.000034
FICAM INTIMADAS AS PARTES E SEUS ADVOGADOS DAS SENTENÇAS/DECISÕES/DESPACHOS NOS AUTOS ABAIXO RELACIONADOS PROFERIDOS PELO MM. JUIZ FEDERAL FRANCISCO LUIS RIOS ALVES

32 - AÇÃO POPULAR
1 - 0008929-27.1999.4.05.8101 ARISTÓTELES GOMES DE OLIVEIRA E OUTROS (Adv. VALDECY DA COSTA ALVES) x PREFEITURA MUNICIPAL DE SENADOR POMPEU E OUTROS (Adv. SEM PROCURADOR, ROBERIO  BARBOSA LIMA). (...)

Pelos fundamentos expedidos, julgo procedente em parte a pretensão dos autores populares para declarar a ilegalidade da conduta omissa do Executivo Municipal e condenar o Réu (Município de Senador Pompeu/Secretaria de Educação, Cultura e Desporto do Município de Senador Pompeu) a adotar medidas de proteção, promoção e preservação do patrimônio histórico-cultural da "Barragem do Patu", por meio de inventários, registro, vigilância, tombamento, além de outras formas de acautelamento e preservação, devendo, ainda, com tal intento, realizar campanha de conscientização em escolas e rádios, dentre outras destinadas à proteção e manutenção do acervo histórico e cultura do município. Fixo o prazo de 60 (sessenta) dias, a contar do trânsito em julgado desta decisão, para que o réu cumpra a sentença, dando início às medidas de proteção e preservação do acervo cultural da Barragem do Patu, sob pena de pagar multa diária. Nos termo do Art. 12 da LAP, condeno o réu (Município de Senador Pompeu), ainda, a suportar o pagamento das custas processuais e honorários advocatícios, arbitrados em R$ 3.000,00 (três mil reais). Publique-se. Registre-se. Intimem-se as partes e o MPF.

Pode ser acessada no seguinte link,l pesquisando pelo nome do advogado Valdecy da Costa Alves: http://www.jfce.jus.br/internet/diarios/2011/069_DE_19-04-11.pdf:

Importante destacar os verbos do comando da sentença que não podem ser violados pelo Município de Senador Pompeu: Inventariar, registrar os bens, no caso os TODOS OS CASARÕES DA BARRAGEM, vigiar, tombar, realizar campanha de conscientização junto às escolas e rádios tudo para proteger e manter preservado o Sítio Histórico da Barragem do Patu, o que inclui casarões, Serra do Patu, Cemitério, todas as ruínas, onde funcionaram o Campo de Concentração. TUDO PARA PRESERVAR A MEMÓRIA!
  
Mapa Geral de Todo o Sítio Histórico que o Município foi Condenado a Preservar
O Município não deve recorrer. ESPERA-SE BOM SENSO E QUE CONVIDE A SOCIEDADE E COMECE A CUMPRIR O COMANDO DA DECISÃO FEDERAL. Até porque a omissão nos últimos anos tem causado grandes prejuízos ao patrimônio histórico. Uma das casas menores, antes intacta, caiu por inteiro. O link da Justiça Federal para acessar dados da ação é: http://www.jfce.jus.br/consultaProcessual/resconsproc.asp

E SE O MUNICÍPIO VIOLAR A DECISÃO JUDICIAL, O QUE PODE SER FEITO? A sentença pode ser executada, isto é: PODE SER REQUERIDO AO MESMO JUÍZO FEDERAL O BLOQUEIO DO FPM, A PRISÃO DAS AUTORIDADES RESPONSÁVEIS, AO MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL O AJUIZAMENTO DE AÇÃO POR IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA COM PEDIDO DE LIMINAR DE AFASTAMENTO DAS AUTORIDADES VIOLADORAS DOS SEUS CARGOS, BEM COMO A ABERTURA DA AÇÃO CRIMINAL COM BASE NO DECRETO LEI 201/67, SEM PREJUÍZO DA COBRANÇA DE INDENIZAÇÃO DOS DANOS MORAIS E MATERIAIS CAUSADOS CONTRA AS AUTORIDADES QUE VIOLAREM A SENTENÇA, QUE ASSIM RESPONDERÃO COM O SEU PATRIMÔNIO PESSOAL.

Cemitério da Barragem onde forem enterrados os milhares de mortos da Seca de 32
Ao Pé da Serra do Patu - No Sítio Histórico
Bom que se faça um resgate histórico da ação popular. Foi ajuizada inicialmente na Comarca de Senador Pompeu (CE), em junho de 1997; Teve a liminar deferida pelo juiz Dr. Irandis Bastos Sales, que obrigou o Município a colocar vigias por algum tempo, o que contribuiu para suspender a depredação dos casarões, sobretudo portas e telhas; Os cidadãos e cidadãs que fizeram uso da Ação popular foram:  ARISTÓTELES GOMES DE OLIVEIRA, poeta e militante cultural;  CARLOS ALBERTO APOLÔNIO BARROS, militante cultural;  ERASMO CARLOS HENRIQUE TEIXEIRA, pintor e escultor;  FRANCISCO PAULO FERREIRA DA SILVA, ator, diretor teatral, produtor e militante cultural; FRED DA COSTA PRUDENTE,  servidor público federal e militante cultural; JANAÍNA NUNES FERREIRA, professora e militante cultural; LIDUÍNA DA SILVA NUNES, professora e militante cultural; RENATA DO NASCIMENTO PINTO, professora; VALMIREZ ARGEMIRO GONÇALVES, escultor e desenhista. Atuando como advogado o Dr. Valdecy da Costa Alves. TODOS OS AUTORES DA AÇÃO, COMO TAMBÉM O ADVOGADO DOS AUTORES, FAZIAM PARTE DA  EXTINTA EQUIPE CULTURAL 19-22, primeira ONG do Município a lutar bravamente pela preservação do patrimônio histórico e ambiental de Senador Pompeu.

A ação tem como réus: O DNOCS, A Secretaria de Cultura de Senador Pompeu e O Município de Senador Pompeu,  que sempre agiram indiferentes à preservação do patrimônio histórico, utilizando de todas as formas de defesa. Alegaram exceção de incompetência, ganhando tempo, deslocando o processo para Justiça Federal; recorreram através de agravo contra a liminar que obrigara o Município a colocar um vigia nos casarões, em 1997; faltaram às Audiências, enfim utilizaram de todo tipo de manobra para retardar o andamento processual. SÓ FALTA AGORA RECORRER, não para vencer a ação, mas para ganhar tempo enquanto os casarões desabarão! DEIXANDO UMA HERANÇA MALDITA PARA O FUTURO PREFEITO, DA MESMA FORMA QUE A RECEBEU e foge do privilégio de resolver a dívida municipal para com o patrimônio cultural.

A ação popular é um tipo de ação que permite qualquer cidadão e cidadã controlar a Administração Pública, que foi eleita para fazer o bem, para atingir os objetivos da República. É uma garantia fundamental, prevista no artigo 5º, inciso LXXIII, da Constituição Federal, podendo ser ajuizada mesmo que uma atitude de um governante seja legal, mas sendo imoral e lesiva, ela pode ser manipulada. O problema é a demora da Justiça. A ação popular foi sentenciada após mais de 13 anos de trâmite, 11 dos quais só na Justiça Federal. Ficando claro que a Constituição é boa, antenada com o presente e com o futuro, mas a Justiça anda a passo de tartaruga. O direito é mais avançado que a estrutura do Poder Judiciário, que está um Século atrás.  NÃO PODERIA DEMORAR TANTO TEMPO, ENQUANTO OS CASARÕES DESMORONAM!

28ª Caminhada Seca em Memória dos Mortos no Campo de Concentração de Senador Pompeu
Em 2011 será realizada no segundo domingo de novembro - Compareça!
 A Câmara Municipal de Senador pode ter um papel importante neste momento. Já que está em débito com, pois chegou a rejeitar projeto de lei popular, no final dos ano 90, disciplinando o tombamento dos casarões. JAMAIS PREVIU EM QUALQUER LEI ORÇAMENTÁRIA VERBAS PARA PRESERVAÇÃO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO MATERIAL. Pode agir diferentemente agora, desde que exerça sua autonomia e entenda que cultura é direito humano fundamental. Mas o débito do Poder Legislativo Municipal, em se tratando do patrimônio histórico e ambiental, é gravíssimo! Quando não se omitiu, quando não fiscalizou, quando não zelou por suas leis violadas, apoiou o Poder Executivo nos seus erros históricos.

A sentença na ação popular por si mesma é uma vitória, mas simboliza muito e para todo o Estado do Ceará e o Brasil. Pois é uma vitória da cidadania. Resta claro que preservar o patrimônio histórico é um dever de qualquer cidadão, que pode agir via ação popular, desde que saiba se organizar em grupo, para coibir abusos do Poder público, sejam abusos por omissão, seja por ações ilegais, imorais e lesivas. 

A VITÓRIA NA AÇÃO POPULAR É UMA EXPERIÊNCIA QUE PODE SERVIR DE PARADIGMA, CHAMANDO ATENÇÃO PARA A IMPORTÂNCIA DA PRESERVAÇÃO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO MATERIAL E IMATERIAL, NÃO SÓ PARA OS DEMAIS MUNICÍPIOS DO CEARÁ, COMO PARA TODO O BRASIL. SOBRETUDO DEMONSTRANDO O PODER QUE TEM A MOBILIZAÇÃO DAS PESSOAS E A AÇÃO POPULAR COMO FERRAMENTA DE LUTA PELA CIDADANIA PARA CORRIGIR AÇÕES ABUSIVAS OU OMISSÃO IMORAIS DO PODER PÚBLICO.
A luta da comunidade continua, através do FÓRUM POPULAR PARA PRESERVAÇÃO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E AMBIENTAL, composto por artistas, militantes culturais, ONG´s, Igreja Católica, que recentemente mobilizando toda a categoria construiu um novo cruzeiro no Cemitério da Barragem e tem participado da organização da Caminhada da Seca, que em 2010, teve mais de 6.000 peregrinos. O Fórum Popular participa também da montagem anual da Peça Campo de Concentração de 32, Tragédia da União da Seca com a Seca de Homens,  que é encenada  todo segundo sábado de novembro de cada ano, contando a história terrível do Campo de Concentração da Barragem do Patu. MAIS DO QUE PRESERVAR O FÓRUM DEFENDE QUE UM PARQUE HISTÓRICO E ECOLÓGICO, QUE SERÁ CAPAZ DE ATRAIR TURISMO, SEJA O TURISMO RELIGIOSO, SEJA O TURISMO HISTÓRICO, GERANDO EMPREGO E RENDA. Questão que até o presente o Município não foi capaz de compreender.

Fórum Popular pela Preservação do Patrimônio Histórico e Ambiental de Senador Pompeu
Membros que defendem a criação de um parque ao mesmo tempo ecológico e histórico no local
Confira vídeo da 28ª Caminhada da Seca de 2010,  que em 2011 será realizada no segundo domingo de novembro, em homenagem aos que morreram no Campo de Concentração de Senador Pompeu:

Horta comunitária na 712 Norte é exemplo de como se preservar o verde



Noelle Oliveira
Publicação: 26/04/2011 08:00 Atualização: 26/04/2011 00:47

Sandra Fayad em meio ao mundo verde que criou na área urbana:
Sandra Fayad em meio ao mundo verde que criou na área urbana: "microambiente rural de qualidade e iniciativa ecologicamente correta"

Em meio ao concreto característico do Plano Piloto, passar em frente a uma horta onde deveria existir o calçamento de uma casa, na 712 Norte, parece uma situação inusitada. As plantas ornamentais colaboram para garantir a sombra na calçada em um dia ensolarado, enquanto o cheiro de terra molhada indica que a pequena plantação foi regada há pouco. Trata-se de uma horta comunitária criada, em 2005, por uma ex-funcionária pública aposentada e que hoje ocupa toda a calçada em frente à sua residência. Entre ervas medicinais, aromáticas e exemplares de plantas ornamentais, placas identificam cada uma das 88 espécies que podem ser encontradas ali. “Também temos um total de 19 espécies de animais silvestres livres que habitam a horta, como lagartixas e pássaros”, conta a idealizadora do projeto, Sandra Fayad.

Junto das mudas, a aposentada cultiva uma velha paixão: a proximidade com a natureza. Sandra nasceu em Catalão (GO) e foi criada em fazendas. Quanto precisou vender a chácara que tinha no Lago Oeste, devido a problemas familiares, a economista preservou as 60 espécies de ervas medicinais que ali existiam e posteriormente transferiu-as para sua horta. “Antes, o nosso espaço tomava também outras calçadas, mas, devido a alguns desentendimentos com vizinhos que não apoiaram a ideia, acabei restringindo o espaço apenas para a frente da minha garagem”, conta, com tristeza. Parte da horta chegou a ser destruída, em 2009, durante uma ação de vandalismo.

Utilidade
O clima na quadra, no entanto, é de admiração pelo espaço verde. Tanto que Sandra já possui mais de 200 pessoas cadastradas na associação que criou, a Amigos da horta. Os interessados se inscrevem e entregam as fichas na caixa de correio da casa de Sandra. “Recebo muitos elogios e isso é bom, incentiva o nosso trabalho”, destacou. Por mês, cerca de 150 pessoas procuram a proprietária da casa em busca de ervas medicinais ou mudas. “Não vendo nada. Às vezes, o que as pessoas querem é apenas tirar algumas dúvidas.”

Muitos dos que procuram a aposentada, no entanto, têm outra demanda: querem doar espécies. “Esses dias mesmo eu recebi três samambaias e vou cuidar delas para que se recuperem, pois estão acabadinhas.” Moradora da 710 Norte, Ana Elisa Andrade, 26 anos, afirma que sempre admirou a horta e que as ervas medicinais da quadra foram de grande ajuda. “Uma vez foi lá que busquei um pouquinho de camomila para um chá calmante. Creio que faltam iniciativas como essa na cidade. Certamente teríamos um ambiente mais saudável”, avalia a publicitária.

Todas as plantas cultivadas recebem etiquetas de identificação
Todas as plantas cultivadas recebem etiquetas de identificação


Cultivo orgânico
As ervas medicinais encontradas na horta comunitária são usadas em infusões para vários tipos de mal-estar. O alecrim combate a dor de cabeça. O capim-santo é utilizado para tratar cólicas intestinais, enquanto o chá de manjericão ajuda quem sofre de insônia. As folhas de eucalipto combatem febre e dores reumáticas. Já as sementes de funcho são utilizadas no combate a gases e cólicas. Alecrim-do-campo serve no tratamento de reumatismo, bronquite e má digestão, enquanto a tensão e o estresse são combatidos com chá de folhas de alfazema.

O segredo para manter tudo verde e florido na horta, segundo Sandra, é o cuidado constante. “Não tenho muito trabalho, já que toda a parte de irrigação é automática. No mais, acho que tenho uma interação muito boa com as plantas, converso com elas. Quando vou viajar, preparo tudo, coloco adubo, para quando chegar poder encontrá-las bem”, revela.

Além das plantas, sob a mangueira que garante sombra a parte dos seis canteiros de tijolos utilizados como jardineiras e ao redor de seu tronco, foram instaladas três manilhas de um metro de diâmetro. Ali se produz húmus, uma espécie de adubo. Para tanto, são utilizadas as sobras orgânicas da residência de Sandra e de alguns vizinhos. “Temos, em área urbana, um microambiente rural de qualidade. Além disso, a iniciativa é ecologicamente correta”, destaca a idealizadora.

Nutrientes
Húmus ou humo é a matéria orgânica depositada no solo, resultante da decomposição de animais e plantas mortas. O processo de formação do húmus é chamado humificação e pode ser natural, quando produzido espontaneamente por bactérias e fungos do solo; ou artificial, quando o homem induz a produção, em um solo pouco produtivo. Na formação do húmus há liberação de diversos nutrientes, principalmente o nitrogênio.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Descaso e abandono de um patrimônio histórico

Escrito por Paula Torelly
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O parque Três Meninas, na quadra 609/611 da Samambaia, é referência histórica, cultural e ambiental na região desde a década de 60. Já foi um importante centro de lazer para os moradores da cidade, porém, por estar atualmente em condições bastante precárias, encontra-se esquecido. É necessário o cercamento da área e de reformas nos banheiros, nas quadras de esporte e na biblioteca, onde houve um incêndio em 2003. A segurança também é um problema: por não possuir um portão e ter poucos vigilantes, o parque tem sido alvo de vândalos e lugar para prostituição e uso de drogas.
Lorena Santana
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Juliana Daniel, Gerente de apoio da administração de Samambaia
Ao assumir o governo do Distrito Federal em 2007, o ex-governador José Roberto Arruda tinha o plano de revitalizar pelo menos um parque em cada região administrativa, estando o Três Meninas incluído neste projeto. Seriam liberados R$ 467 mil para a sua revitalização, porém de acordo com a gerente de apoio da Administração de Samambaia Juliana Daniel, a verba nunca foi liberada, e não se sabe ao certo por qual razão. “O projeto do Arruda não foi concretizado, mas já temos um novo processo em andamento e acreditamos que o próximo governo fará as reformas necessárias”, conta Juliana.

Em julho do ano de 2008, o parque ainda não tinha recebido as reformas necessárias. Foi quando surgiu uma nova promessa: o Três Meninas foi contemplado no programa Abrace Um Parque do Ibram (Instituto Brasília Ambiental). O programa constava na revitalização de nove parques no Distrito Federal. Para este projeto, o então governador autorizou recursos no total de R$ 8.986.461,00. Em setembro de 2009, mais um ano tinha se passado, e o descaso era o mesmo. A tão prometida revitalização não havia começado, e o movimento criado por membros da comunidade local Movimento Resgate do Parque Três Meninas decidiu mobilizar a população. Chamaram a atenção da mídia, promoveram seminários e uma caminhada em defesa da área. Até hoje, o movimento continua lutando. Um dos participantes, Eduilson Barros, revela que o futuro governador Agnelo Queiroz já fez um compromisso com o parque. “A obra já foi licitada pela Novacap e o plano de uso já está pronto”, diz Luiz, que junto com mais de 50 moradores luta há anos por melhoras no Três Meninas, que terá até um museu arqueológico se for de fato revitalizado.

Quem trabalha no parque “desfruta” de um ambiente bastante silencioso e calmo, já que os moradores não o frequentam mais. Sirlene Conceição, funcionária do parque, diz que o Três Meninas está “em estado de calamidade pública, tudo está caindo e se despedaçando”, mas que aos poucos vem ocorrendo pequenas mudanças. “O parque está precário, precisa de uma reforma geral. Recentemente começaram as obras da quadra de esportes e haverá o cercamento do parque. Mas no projeto original a prioridade é a reforma do casarão e das três casinhas que deram nome ao parque”, diz Sirlene, que se refere às casinhas de boneca das filhas do fundador do parque Enizil Penna Marinho e de sua mulher Marta. Hoje as casinhas estão depredadas e danificadas.
Lorena Santana
3._tres_meninas_casa
Nos locais em que eram oferecidas atividades ao público hoje só se vê abandono
Na década de 60, a então chácara agrícola Três Meninas recebia visitantes ilustres como Darcy Ribeiro e, supostamente, até o guerrilheiro Che Guevara já a visitou. Os Marinho faziam saraus culturais para seus convidados e criaram uma grande biblioteca aberta ao público. Sempre valorizando a cultura e a educação, Marta Marinho continuou se dedicando a preservação da área, mesmo depois da morte do seu marido e da mudança para a Asa Norte. Na época em que era bem preservado, o parque oferecia à população uma biblioteca, um posto de troca de livros, uma escola primária, um instituto de saúde, além de vários projetos sociais de esporte e lazer. Hoje, só restam ruínas: Vidros e telhas quebrados, paredes pichadas, grama alta invadindo os destruídos prédios que viraram moradia para cachorros de rua. Nessas condições, o parque fica inacessível para a prática de lazer e cultura.